Forgotten Realms - O Mythal de Fúria Draconica

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 Uma breve introdução sobre os Deuses

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Data de inscrição : 05/01/2008

MensagemAssunto: Uma breve introdução sobre os Deuses   Dom Jan 06, 2008 9:26 am

Pessoas veneram uma miríade de deuses numa miríade de formas pelas terras e mares de Faerûn. Alguns deuses preferem estabelecer templos com grandes seguidores dedicados, enquanto outros propositadamente são adorados secretamente por pequenos cultos. Os Deuses não são imortais, e muitos deles morrem ou renascem. Outros são meramente esquecidos, deixados a hibernar em outros planos.

Todos os deuses em Toril obedecem a Ao, o Deus Maior. Ao não tem quase nenhuma interação com Toril e poderia ser facilmente esquecido por mortais se não tivesse surgido no Tempo das Perturbações. Existiam cultos no nome de Ao que desapareceram há uma década atrás. Sugere-se de que o Deus Supremo não tem desejo de ser conhecido pelos mortais de Toril. Ao apenas se importa com as funções dos deuses, enquanto mantiverem seus portifólios individuais. Certamente, isso assegura que não hajam conflitos, pois com exceção dos semi-deuses, nenhum deus do mesmo panteão pode ter o mesmo portifólio. Finalmente, apenas Ao pode reconhecer a ascensão de um mortal à condição de divindade ou permitir a influência de deuses de outros mundos em Toril.

Deuses nativos e imigrantes

Os deuses de Toril se dividem em dois grupos: nativos e imigrantes. Esta distinção é um pouco sem sentido, já que não há diferença na perspectiva das raças mortais de Toril. Os deuses nativos são os que se desenvolveram durante ou depois a formação do mundo e tem sua crença apenas aqui. Deuses imigrantes são os que possuem crenças em outros mundos ou outros planos, pois seus seguidores podem ter entrado em Toril por portais ou outros meios.

Uma vez que um deus for aceito no panteão de Toril, não há diferença entre os dois grupos, desde que cada deus imigrante tenha um local que seja independente de outros mundos. Por exemplo, embora Labelas Enoreth e Clangeddin Barba de Prata tenham batalhado mutuamente durante o Tempo das Perturbações na ilha de Ruathym, qualquer influência de inimizade deste choque não se estende a outros mundos. Igualmente, Lolth em algum outro mundo se difere da Lolth de Faerûn. Se em outros mundos o lar de Lolth sofrer alterações, este aspecto não mudará em Faerûn.

Panteões

Todos os deuses de Toril são agrupados em panteões. Todos os panteões são baseados na raça, na cultura e numa forte conexão geográfica. Um deus que não pertença a um panteão venerado por raça ou cultura específica, ou uma certa região pode ter seguidores, entretanto, é raro o fato desse deus conseguir mais fiéis dos que os que fazem parte de panteões.

Como as culturas que se fundem, seja por conquista ou comércio, seus panteões também se fundem. Dessa forma, é inevitável o confronto entre deuses de grande poder, mas Ao dita que um deus ou outro deve reinar supremo de acordo com seu portifólio. Por exemplo, Tempus foi o deus da guerra do panteão de Talfiric (uma cultura contemporânea de Netheril), enquanto Garagos foi o deus da guerra do panteão de Netheril. Depois que as duas culturas foram misturadas, Tempus e Garagos batalharam pela supremacia. Deste modo, prevaleceu Tempus, e Garagos foi reduzido para a condição de semi-deus. Muitos panteões de antigas regiões de Faerûn desapareceram, alguns deuses morreram e outros foram anexados ao panteão faeruniano.

Deuses mortos

O choque constante entre deuses algumas vezes acaba resultando na morte deles, cujos templos agora são apenas ruínas em Toril. Entretanto, a morte não termina necessariamente a influência de um deus sobre Toril. A possibilidade de ressureição sempre existe, como pode ser constatado com o retorno de Bane. Pequenos cultos dedicados a ressureição de deuses perdidos aparecem em toda parte de Faerûn. Às vezes o deus está além do alcance destes cultistas ou a entidade nunca existiu em mito, e seus aderentes não recebem nenhum apoio divino em suas tentativas. Em outros tempos, um deus morto retém força bastante para fornecer poder divino para alguns seguidores.

Ocasionalmente, deuses mascarados se aproveitam da crença de deuses mortos para expandir seus portifólios. Alguns deuses humanos que ainda tem adoradores mesmo estando mortos são: Amaunator (um deus de Netheril), Bhaal (antigo deus do assassinato), Ibrandul (deus das cavernas assassinado pela deusa Shar durante o Tempo das Perturbações), Moander (um deus da corrupção morto pela divindade Finder Wyvernspur), e Myrkul (outrora deus da morte do qual parte de sua essência foi infundida num artefato de nome A Coroa de Chifres).



Cada deus tem seus portifólios individuais, portanto possuem características diferentes resultando numa prática religiosa por parte de seus adoradores através de igrejas ou seitas. Esta distinção, enquanto for sutil, é de importância predominante para a cultura de cada crença. Os deuses ditam seus dogmas as fiéis lhes fornecendo diretamente ou indiretamente o poder divino, de acordo com a fé que interage no mundo mortal.

Em outros mundos, este é um assunto mais imediato para indivíduos que formam duas seitas para uma única entidade ou alguns que adoram divindades rivais. Isso acontece porque nestes mundos os mortais tem pouco conhecimento sobre a existência dos deuses, o que não acontece em Toril, já que as divindades interagem com o mundo de forma até às vezes pessoal. Essa interação ocorre quando grandes acontecimentos envolvendo poucos mortais atraem o interesse de uma divindade que manifesta-se muitas vezes na forma de um avatar. Tais eventos são extremamente raros, pois seria necessário que a existência de um povo, uma cultura, ou crença estivesse ameaçada, fazendo com que seres poderosos de Faerûn se unam para deter o problema comum.

Todos os seguidores de um deus específico são considerados membros de uma fé, também conhecida como a igreja, associada com aquele deus. Dentro de cada crença, seguidores de um deus podem fazer parte de seitas rivais ou aliadas, que geralmente divergem pela extensão da fé naquele deus. Por outro lado, algumas religiões unem suas seitas compartilhando suas liturgias. Já outras, variam amplamente através das regiões de Faerûn.

Choque entre seitas rivais são freqüentes, como os seguidores de Helm, pois cada seita tenta provar a outra que tem mais "retidão" na crença. Igualmente ocorre com a religião de Cyric, onde suas seitas promovem lutas sangrentas.

Demônios Deuses

Alguns demônios poderosos têm encontrado formas de acumular poder através da adoração por parte de mortais da mesma maneira como ocorre com os deuses. Apesar dessas crenças serem cruéis, sádicas, e bizarras, alguns mortais veêm nisso um meio para obter poder de forma rápida.

Cultos de demônios são muitos pequenos e localizados, com poucos seguidores e tendem a desintegrar-se caso o demônio se interesse por outras coisas, ignorando assim seus adoradores. Com a possibilidade da adoração, alguns demônios se estabelecem desta maneira em Toril. Gargauth era um arquidemônio e se tornou um deus, o deus minotauro Baphomet é um demônio. Outros dois demônios adorados em Faerûn são Orcus (responsável por muitos problemas em Damara anos atrás) e Pazrael.

Em certos casos, adorar um demônio é como barganhar com um baatezu na vida após a morte. Como acontece quando mortais fazem pactos com algum demônio em troca de magia. Este acordo condena a alma do adorador ao Abismo ou a Baator (Os Nove Infernos) sob o controle do demônio em questão. O pacto geralmente estipula que se o mortal não conseguir fazer o sacrifício, o demônio toma a sua alma e retorna ao seu plano de origem. Para os demônios isto é uma boa barganha, pois ele exige dos mortais na maioria das vezes o sacrifício. O mortal que realiza este tipo de pacto geralmente não se preocupa com valores morais, restrições, dogmas, ou uso impróprio da magia.
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