Forgotten Realms - O Mythal de Fúria Draconica

O Retorno do Grande Ciclo está próximo e nem mesmo os monges do distante Forte da Vela, que guardam as palavras do profeta Alaundo podem prever o que surgirá depois disso...
 
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 Ariel-"Para onde vamos?"

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MensagemAssunto: Ariel-"Para onde vamos?"   Qua Fev 27, 2008 10:31 pm



Não se conhece muito sobre Ariel, um fantasma preso ao mapa mágico encontrado em Tethyr. Pelas suas informações, ele é muito velho, até demais para um humano, e o corpo encontrado com o mapa estava irreconhecível.

Por enquanto, quem teve acesso direto a Ariel foi Sebastião Passoslongos e Ariel prometeu-lhe 17 informações, sendo que uma dessas já foi gasta.

Além disso, quando o grupo estava na floresta de Yuirwood, Ariel se comunicou com os espíritos da floresta e passou a mensagem para Sebastião, jogando o grupo de aventureiros em mais uma possível enrascada para salvar a floresta de Yuirwood.

Seu característico "Para onde vamos??" e seu uso exagerado da lupa transformam-no em um personagem bastante característico, embora seu leque de ação seja bastante restrito.

Seu objetivo final é ser liberto, mas nem ele próprio sabe como isso se realizará. Ele imagina que se os heróis visitarem todos os pontos marcados em seu mapa ele poderá ser liberto. Talvez ele esteja querendo revisitar todos os pontos novamente...quem sabe?

Postado no forum antigo por Sebastião "Passoslongos"
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MensagemAssunto: Re: Ariel-"Para onde vamos?"   Qua Fev 27, 2008 10:33 pm

Para onde vamos?

Não, não... Por favor, não feche o mapa!


Eu gostaria de falar algo importante! Para onde vamos?

- Não! Eu tento não dizer isso toda vez, mas é difícil me controlar...

Nasci na cidade conhecida como Cidade dos Esplendores, meu pai era dono de um antiquário que herdou do senhor conhecido por “velho Nicos”, meu avô de consideração. Cresci em meio aquela loja empoeirada e cheia de coisas velhas, e não passava um dia sem que meu pai, Nicodemos, falasse sobre as glorias e lendas do velho Nicos. Minha mãe era uma “aventureira” e nunca a conheci.

Desde pequeno eu ajudava meu pai no antiquário e embora muito tempo tenha se passado, eu ainda guardo boas lembranças daquele lugar. Eu adorava andar entre aqueles objetos que adivinham de varias partes de Faerun, e para cada um deles eu dediquei um dia inteiro da minha vida imaginando como e por quem ele foi criado, imaginava desde a coleta do material ate a obra final. Vislumbrei pinturas e livros de diferentes artistas de Faerun.

Ainda guardo muitas lembranças daquele tempo, mas certa noite foi inesquecível.

Era uma noite de inverno, o vento uivava sobre os picos do Monte Águas Profundas, estava frio e estávamos sentados próximos à lareira tomando uma caneca de café. Alguns minutos antes meu pai havia arrumado uma mochila de viagem e a colocou em cima da mesa, ao lado de uma espada curta e uma lupa. Pediu-me para selar nosso melhor cavalo, e amarra-lo em frente ao celeiro. Cheguei a tempo de sentar ao seu lado e partilhar o primeiro gole de café. Meu pai nunca foi de demonstrar muito as suas emoções, mas naquela noite me deu um abraço forte. Uma pequena lagrima escorreu de seus olhos e ele me perguntou:

- O que você vai ser quando crescer?

Eu tinha apenas 13 anos, e nada sabia sobre a vida... Fiquei quieto e não sabia o que responder, mas ele prosseguiu.

- Pense um pouco no assunto, enquanto solto língua e falo sobre as paisagens esplêndidas das terras além, como as grandes ondas verdes que arrebentam na parte inferior do Monte Águas Profundas, onde ele se ergue a partir do frio e poderoso Mar das Espadas. Deixe-me relatar sobre as maravilhas que os bardos contam sob a noite estrelada, em todas essas terras maravilhosas. Deixe me contar sobre a luz suave e azulada da lua e as estrelas mágicas presas no cabelo das elfas, com seus ombros descobertos e prateados, dançando entre as árvores da Floresta Alta – bem como sobre os fantasmas de seu belo povo desaparecido, que ainda dançam sob a lua na cidade arruinada e repleta de demônios de Myth Drannor.

Deixe-me falar da tumultuada e agitada metrópole de Águas Profundas, das belíssimas torres de Lua Argêntea e de centenas de outras cidades imponentes, com suas lanternas, carroças barulhentas, becos escuros e esgotos gotejantes, de suas intrigas, pretensões e riquezas. Deixe-me sussurrar sobre os reinos abaixo da superfície, o mundo Subterrâneo, uma terra de cavernas sombrias, habitada por elfos cruéis de pele obsidiana, devoradores de mentes de tons violetas, e coisas muito piores encontradas nas profundezas abaixo dos seus pés; e sobre as pedras preciosas que brotam dos abismos ígneos, onde a rocha escorre como água.

Ouça minhas historias sobre as magias antigas dos sarcófagos esquecidos, encravadas em santuários de pedra ou nos portais que lhe permitem atravessar a metade de Faerûn com apenas um gesto. Cuidado com as garras gélidas que espreitam nas sombras e com os cortesãos audaciosos e desprezíveis, vestidos com trajes ostentosos e brilhantes, cujas palavras doces e dissimuladas são mais frias e perigosas do que garras de aço. Ouça a lenda sobre locais distantes, onde dragões se digladiam nos céus, e ruínas que apenas aventureiros como você descobriram estar assoladas por beholders temerários, horrores metamorfoseados e criaturas gosmentas, repletas de olhos e tentáculos, sempre aguardando... famintas.

Pare e ouça minhas palavras com atenção! Caso decida ignorar todas as minhas palavras, ao menos lembre-se disso: Faerun precisa de seus heróis.

Não foi necessária mais nenhuma palavra, entendi o que ele queria me dizer. Devolvi o abraço forte que ele havia me dado, dei a ultima golada no café e peguei a mochila e a lupa sobre a mesa. Desamarrei o cavalo e subi em sua sela, ele me acompanhou ate a porta e me entregou um pequeno mapa que minha mãe pediu que me fosse entregue quando criança.

Atravessei o portão sul de Águas Profundas e desde então não fui capaz de olhar para trás.

Postado no forum antigo por Ariel
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