Forgotten Realms - O Mythal de Fúria Draconica

O Retorno do Grande Ciclo está próximo e nem mesmo os monges do distante Forte da Vela, que guardam as palavras do profeta Alaundo podem prever o que surgirá depois disso...
 
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 Prelúdio

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Data de inscrição : 05/01/2008

MensagemAssunto: Prelúdio   Sab Fev 23, 2008 6:51 pm

O virar da roda no buraco repete o incansável mugido de toda a carroça, gira mais uma vez e mais distante está o que chamamos de lar. O céu limpo de inverno cintila com estranha ferocidade e o único som que interrompe é o feroz vento das fronteiras prateadas. Ao sul, um enorme mar verde escuro promete a morte certa e a estrada sem companhia segue adiante. É difícil dormir e está frio. As extremidades do corpo se enrijecem a cada soprada do gélido vento. O olhar atencioso do pai fecha as pálpebras reconfortadas do filho.
Uma grande festa anuncia a bela cidade de Lua Argêntea. O festival do Escudo está para começar, mas o melhor momento ainda não chegou. O menino percebe uma movimentação estranha num pavilhão à esquerda e se esconde para ver se consegue presenciar algo. A regente Alustriel sai rapidamente para um pequeno jardim de inferno e começa a incantações para uma magia. Milhares de glóbulos de luz incandescentes saem de suas mãos e parecem envolver seu corpo. Ela percebe o garoto, vira a cabeça em sua direção e lhe dá um sorriso maternal envolvente e desaparece.
Na cidade dos esplendores, papai vendia bem. Os nobres gostavam muito das belas jóias dos mestres de Lua Argêntea e Salão de Mitral. Uma noite, papai saiu para tomar conta de negócios e eu fiquei com medo. Ele me deu um anel, que disse ser da família, para eu usar. Ele sempre se encaixou no meu dedo.
No festival de magia, eu assistia todos os duelos e lançamentos de magia. Um dia, um elfo mago pediu um voluntário. Todos deram um passo para trás e lá fui eu. Fiquei muito grande, maior que meu pai. Depois de um tempo, a magia passou, mas a perna esquerda ficou menor que a direita. O elfo muito se desculpou e depois foi embora do festival. Eu o desculpei, mas ele ficou muito triste. Seu nome era Turgon.


A noite estava quieta e a lua começava a despontar no céu. Ao longe, a mesma fronteira verde e escura ameaçava os viajantes com pesadelos. Estávamos apenas dois dias de viagem do nosso lar. Uma comoção surgiu no acampamento e curioso fui ver o que era. Quando cheguei perto e tentaram me segurar, eu já sabia que algo ruim tinha acontecido. Desviei-me de todos e tropecei para dentro da barraca, apenas para cair alguns palmos do lado de meu morto pai. O resto seguiu bem estranho. Fui adotado por diversas pessoas, mas de fato por nenhuma. A herança de meu pai era muito pequena, em torno de 200 PO, das quais umas 100 chegaram às minhas mãos. Na época, eu estava demais absorto nas minhas dores e nos afazeres da guilda para pensar que algo era estranho. Ora, eu tinha 11 anos. Após dois anos, resolvi adotar o apelido de passoslongos como meu sobrenome, já que nada sobrara da minha família. Aos 15 anos, terminei meu trabalho na guilda e segui caravanas estrangeiras até dois dias de distância, guiando-as pelo caminho. Lá, encontrei os primeiros clérigos de Shaundakul, que começaram a me iniciar nos caminhos Dele. Quando fiz 19 anos, do único amigo do meu pai que manteve contato, Regnar, ganhei um par de botas surradas, mas que eram estranhamente muito confortáveis. Iria saber mais tarde que eram mágicas. Quando começavam minhas buscas pela minha mãe e investigações sobre a morte do meu pai, virei névoa e fui para paragens distantes.




Caminhar por Faerûn é minha sina. Os caminhos me levam para onde eu tenho que ir. Um aventureiro é uma pessoa como qualquer outra, mas não me pergunto muito porque sou, para onde vou, simplesmente faço. Não sei sobre os povos do subterrâneo e os dragões, talvez sejam até mais amigáveis do que o que dizem, afinal temos um meio-drow no grupo e ele perece divertido...Quero aprender magia, quero, quero...Bom, ruínas...o que será que tem lá? Vamos lá ver? Alternância e perspicaz misturadas com uma boa dose de imaturidade e presença de espírito é o necessário. Ficar sentado em casa costurando meias velhas e remoendo lembranças antigas não é meu forte. Essa viagem toda me cansou um pouco, mas aprendi muito. Estou um pouco cansado de ficar fazendo os serviços de outras pessoas e ainda ser maltratado por causa disso. Quando meu tempo passar, acho que vou pedir ao grupo para ir comigo para Lua Argêntea pesquisar as coisas que deixei em aberto. Sei lá, vamos adiante, andando e cantando, que a estrada vai além do que se vê...
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